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quinta-feira, 4 de junho de 2015

São Paulo bate o Santos no Morumbi em clássico recheado de emoção


São Paulo x Santos Rogério Ceni (Foto: Marcos Ribolli)
Cinco gols, dois pênaltis, polêmicas, expulsão, falhas de goleiros...São Paulo e Santos fizeram um clássico interessante nesta quarta-feira, no Morumbi, pela quinta rodada do Brasileirão. Levou a melhor o Tricolor, que com gols de Michel Bastos, Paulo Miranda e Rogério Ceni venceu por 3 a 2 – Ricardo Oliveira fez os dois do Peixe. O novo técnico do Tricolor, Juan Carlos Osorio, deve ter gostado do que viu. Ele assistiu ao jogo do camarote por ainda não ter visto de trabalho.
Com essa vitória, o São Paulo chegou a 10 pontos em cinco jogos e continua brigando pelas primeiras colocações do campeonato. O Santos, com cinco, segue em zona intermediária.
Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o São Paulo joga novamente no Morumbi. Dessa vez pega o Grêmio, às 22h de sábado. No mesmo dia, só que às 18h30, o Santos recebe a Ponte Preta na Vila Belmiro. Os dois jogos são válidos pela sexta rodada da competição.
O jogo
Logo no primeiro lance de ataque do São Paulo, Paulo Miranda trombou com o goleiro Vladimir. O santista levou a pior, chegou a quase vomitar em campo, mas seguiu no jogo – foi substituído apenas no intervalo, por Vanderlei. Melhor em campo, o Tricolor teve inúmeras chances na etapa inicial. Faltou, porém, capricho no arremate final.
O primeiro gol do São Paulo, depois de tentativas com Dória e Alexandre Pato, saiu dos pés do meia Michel Bastos. Aos 33 minutos, ele bateu falta de longa distância e contou com ajuda do goleiro Vladimir, que falhou no lance: 1 a 0. Mesmo com o domínio do jogo, o Tricolor deixou o Santos empatar. Ricardo Oliveira, aos 45, viu Ceni defender seu pênalti, mas igualou no rebote.
No final do primeiro tempo, o árbitro Thiago Duarte Peixoto deu cartão amarelo para o goleiro reserva do São Paulo, Renan Ribeiro, e em seguida para Rogério Ceni. Ambos por reclamação. Na saída para o intervalo, o capitão do Tricolor disparou contra o juiz, que na volta para a etapa final não quis entrar em confronto com o jogador.
Ceni continuou em evidência no começo do segundo tempo, assim como Ricardo Oliveira. Após lançamento de Lucas Lima, o atacante chutou cruzado, e o goleiro tricolor falhou. Era a virada do Peixe no Morumbi. Só que o São Paulo conseguiu reagir rapidamente. Aos 4 minutos, Thiago Mendes bateu escanteio para área, e Paulo Miranda, de cabeça, empatou.
Nenhum dos dois times se acomodou com o empate. São Paulo e Santos tentaram, cada um à sua maneira, chegar à vitória. Mas o Tricolor levou a melhor. Aos 39 minutos, de pênalti, Rogério Ceni virou a partida para os donos da casa. O goleiro chegou a 128 gols com a camisa tricolor, igualou Raí e se tornou o 10º maior artilheiro da história do Tricolor. 
O Peixe ainda tentou correr atrás de uma reação, mas Marquinhos Gabriel foi expulso e as coisas ficaram mais difíceis com um a menos. Melhor em campo na soma dos dois tempos, o São Paulo mereceu a vitória.

Milton elogia o parceiro Osorio e torce por sequência de Ceni e Fabuloso


Milton Cruz São Paulo x Santos (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)

Sai o treinador, volta o auxiliar técnico. Milton Cruz, colocado no cargo de técnico do São Paulo depois da demissão de Muricy Ramalho, fez sua despedida nesta quarta-feira, na vitória por 3 a 2 sobre o Santos, no Morumbi, pelo Brasileirão. Em sua última entrevista, ele falou muito sobre a relação com o novo treinador: o colombiano Juan Carlos Osorio.
– Estava falando com Osorio que ele vai encontrar um grupo de jogadores comprometidos com o clube, dispostos a ajudá-lo. Foi importante essa vitória – comentou Milton Cruz, que nessa fase como treinador fez 12 jogos, com oito vitórias, um empate e três derrotas.
Como prometido pelo presidente Carlos Miguel Aidar a Milton Cruz, ele volta a trabalhar como auxiliar técnico. Até para ajudar na transição de Juan Carlos Osorio.
– Ele me deixou à vontade para seguir o trabalho que vinha sendo feito. Depois desse jogo ele vai pegar a equipe, gostou muito do que viu hoje. Mostrou confiança no meu trabalho, elogiou bastante agora no vestiário. Então a gente fica feliz. Só tenho que agradecer, me comprometer com ele, espero que ele tenha muito sucesso aqui no São Paulo. Vamos ter paciência com ele para que ele possa fazer um grande trabalho – acrescentou Milton.
O auxiliar também aproveitou para falar sobre Luis Fabiano e Rogério Ceni. O atacante está em má fase no clube, mas, segundo Milton, Osorio quer contar com ele.
– O Osorio é legal porque é muito aberto, muito autêntico. Ele vai conversar com o Luis, falou comigo hoje, e espero que o Luis também possa permanecer com a gente. Ele já falou que vai dar oportunidade para todos, gosta de fazer rodízio, estudar adversário e poder colocar a equipe que acha melhor em cada jogo. Acho importante não ter esquema de jogo, acho que tem que trabalhar em cima do adversário. Pode dar certo de o Luis permanecer – contou.
– Eu torço para que o Rogério possa ficar até o final do ano, ele está atravessando uma fase muito boa. Conversou com Osorio por um tempo, tenho quase certeza que ele vai permanecer com a gente. Ele tem carinho com o clube, viu que o time está bem, então isso motiva. Quem sabe no final do ano a gente possa dar uma alegria para ele – finalizou Milton Cruz.
Já sob o comando do colombiano Juan Carlos Osorio, o São Paulo volta a campo no sábado, às 22h, contra o Grêmio, novamente no Morumbi, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro.

Participação na palestra, anotações no camarote: Osorio causa boa impressão


São Paulo x Santos Osorio (Foto: Marcos Ribolli)
O técnico Juan Carlos Osorio foi apresentado na segunda-feira, comandou dois treinos no CT da Barra Funda e, na quarta-feira, acompanhou do camarote presidencial a vitória por 3 a 2 sobre o Santos, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar do pouquíssimo tempo de casa, vários jogadores disseram que o treinador deixou ótima impressão.
– Deu para perceber que é um cara que tem bastante conhecimento. Eu particularmente torço para que dê certo, acredito que ele possa colocar a equipe nos eixos taticamente, vai dar um padrão. Nosso time ganha jogos, mas em alguns deixa a desejar, principalmente fora de casa. Ele vai corrigir isso – disse o volante Souza, um dos mais entusiasmados com o novo treinador.
Osorio foi muito participativo nesta quarta-feira. Ao lado de Milton Cruz, deu palestra aos atletas no CT da Barra Funda, veio com a delegação no ônibus e ficou com o grupo até a hora da entrada no campo. Subiu ao camarote e, ao seu estilo, puxou o caderno e começou a anotar. De vermelho, as marcações negativas. De azul, as positivas. Quem estava perto ficou impressionado com a quantidade de anotações.
Assim que a partida chegou no intervalo, ele desceu ao vestiário, conversou com Milton Cruz e orientou os jogadores.
– Ele procurou passar calma ao grupo, já que tínhamos acabado de sofrer um gol do Santos. No segundo tempo, nosso time entrou um pouco desligado, tomou o segundo gol mas teve força para reagir e buscar a vitória. Outra coisa que agradou nele foi que ele sempre fala muito devagar e pergunta se todo mundo está entendendo. Isso agradou bastante – ressaltou Souza.
Após a partida, com a vitória garantida, ele chegou ao vestiário e deu um abraço em Milton Cruz, peça que será fundamental para facilitar a adaptação do treinador. Na saída da zona mista, o lateral-direito Bruno também elogiou muito o novo comandante colombiano.
– Ele é um cara muito estudioso, no CT assistiu aos vídeos do Santos e já procurou passar coisas importantes ao grupo. No intervalo, ele procurou corrigir o posicionamento da nossa equipe em alguns detalhes. Sem dúvida, vai nos ajudar bastante – disse o defensor.
O lateral-esquerdo Carlinhos disse que, na noite desta quarta-feira, nenhum atleta recebeu bilhetinho do professor Osorio.
– Com o passar dos jogos, certamente ele será ainda mais participativo.
Juan Carlos Osorio fará sua estreia como técnico do São Paulo no banco de reservas no próximo sábado, na partida contra o Grêmio, às 22h, no estádio do Morumbi.

Ceni não confirma renovação e alerta: “Quero ficar pelo meu trabalho”


São Paulo x Santos Rogério Ceni (Foto: Marcos Ribolli)
Rogério Ceni ainda não confirmou se renovará o seu contrato com o São Paulo. Nesta quarta-feira, depois de marcar o gol da vitória, por 3 a 2, sobre o Santos, no Morumbi, o goleiro voltou a falar do assunto. Mesmo ciente da força de sua imagem com a torcida, o atleta, que tem contrato até agosto, não quer permanecer no clube até o final do ano apenas por causa de uma estratégia de marketing.
– Quero ficar pelas minhas qualidades, não quero ficar por marketing. Eu quero ajudar a trazer o máximo de torcedores são-paulinos, como fiz até hoje, mas aqui jogo pelo meu trabalho, tenho 42 anos de trabalho todo dia. Não estou aqui para marketing, estou aqui para ajudar a entidade São Paulo Futebol Clube – destacou Rogério.
Nesta semana, ao falar sobre a negociação para estender o contrato do jogador, o presidente Carlos Miguel Aidar afirmou que a permanência do Mito estava atrelada ao programa de sócio-torcedor do clube. Após o duelo desta quarta-feira, no entanto, mudou o discurso. 
– Estou plenamente de acordo com ele. Hoje (quarta-feira) ele se equiparou ao Raí. A renovação é pela questão técnica, e logicamente aproveitando também o lado do marketing também – disse o presidente são-paulino.
Além de ressaltar o lado técnico, Rogério Ceni também acredita que a sua renovação precisa ter o aval de Juan Carlos Osorio. O treinador colombiano foi apresentado na última segunda-feira e rasgou elogios ao atleta de 42 anos. Ainda assim, o capitão deseja respeitar a hierarquia. 
– Tivemos a chegada do treinador, de quem é muito importante o aval. O principal de tudo é que ele queira que eu fique pelo o que eu possa fazer dentro de campo – reforçou o goleiro, sem deixar de elogiar o colombiano.
– Eu vejo chegar (ao São Paulo) um cara com potencial de líder muito grande, e o líder maior é sempre o treinador. Ele vai se dar muito bem no São Paulo. Eu poderia tranquilamente ir e o São Paulo estaria muito bem representado – completou o Mito.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Perto de novo contrato, Ceni vai atrás do inédito título da Copa do Brasil


Rogério Ceni São Paulo (Foto: Divulgação/saopaulofc.net)
O martelo ainda não foi batido, mas é muito grande a chance de Rogério Ceni esticar seu vínculo com o São Paulo até dezembro e só encerrar a carreira no final do ano - o vínculo atual vence em agosto. Com isso, o camisa 1 terá a chance de conquistar o único titulo que falta em sua vitoriosa carreira: o da Copa do Brasil, competição na qual o Tricolor irá estrear em agosto, na fase de oitavas de final. 
O troféu do segundo torneio mais importante do país escapou das mãos do jogador em 2000, quando o São Paulo perdeu a decisão para o Cruzeiro, que, neste ano,  impediu Ceni e a equipe de continuarem sonhando com o tri da Libertadores. Naquele ano, houve empate por 0 a 0 no Morumbi. No Mineirão, derrota por 2 a 1. 
Até o final do ano, se o time avançar até a decisão da Copa do Brasil, o camisa 1 teria mais 43 jogos pela frente. Isso o faria chegar a incrível marca de 1.255 partidas pelo São Paulo, mais do que o dobro do segundo colocado, o também goleiro Valdir Peres, que fez 617 partidas pela equipe do Morumbi.
Ceni também terá a chance de continuar subindo na tabela de artilheiros do clube, se confirmar a renovação. Caso balance as redes adversárias mais uma vez, ele se iguala a Raí, 10º maior goleador da história tricolor, com 128 gols. Acima dele, está Maurinho, com 136.

Juvenal critica demissão de gerente e detona Aidar: "Ele está perdido"


JUVENAL JUVÊNCIO TOUR PELO MORUMBI (Foto: Marcos Ribolli)
Adversário político de Carlos Miguel Aidar, o ex-presidente Juvenal Juvêncio detonou o atual mandatário do São Paulo ao comentar a demissão do gerente de futebol Gustavo Vieira de Oliveira, que foi demitido na quarta-feira. Para ele, a dispensa do profissional foi apenas para atingi-lo politicamente. Segundo ele, Gustavo é ótimo e fará falta no dia a dia do Tricolor.
– O Carlos Miguel está completamente perdido. Ele vai colocar o São Paulo no buraco. A saída faz parte de um processo, ele tirou o Muricy, tirou o Gustavo e vai tirar o Milton, pode escrever. Uma coisa é ele querer acabar com tudo que eu fiz, outra coisa é perder um profissional extremamente competente e que fará muita falta. É uma atitude baixa, lamentável – afirmou Juvenal, em contato com a reportagem do GloboEsporte.com.
Gustavo Vieira de Oliveira era um dos sócios de José Francisco Manssur no escritório de advocacia que prestava serviços ao clube durante a gestão de Juvenal Juvêncio. Em 2013, foi conduzido ao cargo de gerente de futebol. Quando Aidar e Juvenal tornaram-se inimigos políticos, Manssur, assessor pessoal do ex-presidente e leal a ele até hoje, foi para o topo da lista de desafetos de Aidar. Gustavo, portanto, passou a ser visto como alguém que ainda mantém laços muito fortes com a oposição. Juvenal encheu Gustavo de elogios.
– Ele tem personalidade forte, é organizado, responsável e certamente fará sucesso no futebol brasileiro. Teve participação importante na contratação do Luis Fabiano e em outras negociações.  É difícil aceitar que o Aidar esteja abrindo mão de um profissional dessa qualidade por revanchismo – criticou.
A saída de Gustavo, ainda segundo Juvenal, vai trazer mais dificuldades para Juan Carlos Osorio, técnico contratado nesta semana e que tem apresentação prevista para o final da semana. 
– O sujeito vai chegar aqui e precisa saber onde é a Lapa, onde é a Barra Funda, como chega na Marquês de São Vicente (rua onde fica o CT), onde está o estádio do Morumbi, como chega em Cotia. Quem vai fazer isso? Vai deixar o cara sozinho? É de uma incoerência absurda. O Osorio foi o técnico indicado pelo Gustavo. O Milton querem empurrar para Cotia. Quem vai dar respaldo para o novo treinador? Os seguranças do CT? É preciso saber o que está fazendo – lamentou o ex-presidente, que segue ativo dentro da política do clube.
Juvenal voltou a criticar Aidar ao falar do caso da comissão envolvendo o contrato com a Under Armour, que fornece material esportivo ao Tricolor. Uma empresa com sede em Hong Kong tem direito a comissão de R$ 18 milhões por ter intermediado a negociação entre clube e empresa.
– Como se faz um negócio desse? Com uma empresa que tem sede num paraíso fiscal? Qual a origem desse dinheiro envolvido na negociação? Realmente a situação é muito grave, as coisas estão ficando piores a cada dia. O Carlos Miguel vai enterrar o São Paulo – finalizou o dirigente.

Mudanças no São Paulo são atalho para Aidar ter mais poder no futebol


Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro São Paulo (Foto: Marcelo Hazan)
A demissão do gerente de futebol, Gustavo Vieira de Oliveira e a ideia de tirar Milton Cruz do dia a dia do CT da Barra Funda para colocá-lo em Cotia, na ligação entre base e elenco profissional, são os primeiros passos do presidente Carlos Miguel Aidar num processo em que ele terá mais poder no futebol. Até hoje, ele permitiu que Ataíde Gil Guerreiro, vice-presidente do setor, tomasse as rédeas. A tendência é que, a partir de agora, ele atue mais intensamente.
A negociação com o argentino Alejandro Sabella, primeiro nome para substituir Muricy Ramalho, foi comandada por Ataíde. Na Argentina, o vice transmitia as informações a Aidar, que as repassava publicamente. A falta de uma resposta de Sabella dentro do prazo pedido ao vice, que defendia o técnico, foi vista como um processo constrangedor para o clube.
Por isso, Aidar decidiu acompanhá-lo na viagem a Medellín, que definiu a opção pelo técnico colombiano Juan Carlos Osorio e também na conversa com o português José Peseiro. Ataíde defendeu a contratação do colombiano desde o início, mas foi do presidente a palavra final. Osorio assinará contrato por dois anos e deve estrear no clássico da próxima quarta-feira, contra o Santos, no Morumbi.
A demissão de Gustavo Vieira de Oliveira, sim, é uma derrota de Ataíde, que protegeu seu aliado da ira presidencial por mais de um ano. Aidar não gostava da presença do gerente por considerá-lo muito próximo aos seus principais inimigos políticos: o ex-presidente Juvenal Juvêncio e o conselheiro José Francisco Manssur (leia mais no blog Bastidores FC).
Ataíde é visto como um importante aliado político, forte no Conselho tricolor, mas sua situação também é uma incógnita. A provável chegada de José Eduardo Chimello para a vaga de Gustavo deve colocar dentro do vestiário alguém mais próximo ao presidente, que permita mais interferências. Ataíde é conhecido por blindar completamente os jogadores das "cornetagens" vindas do Morumbi, e até mesmo da pressão da torcida organizada. Foi ele, por exemplo, quem proibiu a entrada deles no CT para protesto em certo momento da temporada.  
Interino enquanto a diretoria não conseguiu um substituto para Muricy, Milton Cruz vive na mira de Aidar.  Funcionário do clube há 21 anos, ele acumulou sete vitórias e três derrotas nesse período. Agora, com a chegada de Osorio, o presidente não quer mais vê-lo perto dos jogadores principais, e por isso lhe ofereceu um cargo nas categorias de base. Ainda não teve resposta.