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quinta-feira, 23 de abril de 2015

São Paulo ainda prioriza Sabella, mas abre leque para escolher próximo técnico

O São Paulo ainda prioriza Alejandro Sabella, mas abriu o leque na escolha do sucessor de Muricy Ramalho. A diretoria passou a estudar outros nomes, tanto de técnicos vitoriosos quanto de profissionais em ascensão no mercado.  A demora do argentino em dar uma resposta – espera-se novidades até sexta-feira – preocupa os dirigentes.

Vanderlei Luxemburgo é o preferido de alguns, mas está longe de ser unanimidade no Morumbi. A ótima atuação da equipe contra o Corinthians e a classificação às oitavas de final da Libertadores sob o comando do interino Milton Cruz fortaleceram a ala que prega paciência na escolha do sucessor de Muricy Ramalho.

O outro grupo quer pressa. Defende que o São Paulo precisa ter logo um treinador efetivo, principalmente para preparar o time antes do mata-mata e do início do Campeonato Brasileiro. Carlos Miguel Aidar sofre pressão tanto dos mais ansiosos quanto daqueles que defendem a ideia de que a pressa fatalmente levaria a uma opção errada.

Neste momento, o São Paulo aguarda uma resposta de Sabella, monitora Luxemburgo, mas pensa em outros nomes para assumirem a equipe. Enquanto isso, Milton segue.

Carrasco e vilão: a rotina bipolar de Luis Fabiano com a camisa do Tricolor

A expressão "do céu ao inferno" pode até ser clichê. Mas não para Luis Fabiano. No caso dele é rotina. O Majestoso de quarta-feira deixou isso ainda mais evidente. Na mesma noite em que fez do Corinthians sua maior vítima com a camisa do São Paulo, o atacante foi expulso pela 15ª vez. Só pelo Tricolor. Indisciplina e gols caminham lado a lado na trajetória do Fabuloso.
Para ser ter noção do impacto de mais um cartão vermelho no currículo do atacante, é importante lembrar da cronologia da partida. O São Paulo já vencia o Corinthians por 2 a 0 e garantia assim a classificação às oitavas de final da Taça Libertadores. O primeiro gol do Tricolor, aliás, foi de Luis Fabiano. Ele abriu o placar aos 31 minutos do primeiro tempo – Michel Bastos fez o outro.
Não foi um simples gol. Foi o primeiro do São Paulo em clássicos na temporada. Gol que abria o caminho para uma suada classificação. Gol que fazia do Corinthians a maior vítima do Fabuloso. São nove contra o rival alvinegro. Nove. O mesmo número que o atacante carrega às costas e ajuda a caracterizá-lo ainda mais como artilheiro nato – o Vasco também já sofreu nove gols.
Os gols de Luis Fabiano no Corinthians (Foto: Reprodução)
Só que em apenas dois minutos (dos sete aos nove do segundo tempo), Luis Fabiano manchou sua noite de herói. Expulso infantilmente, o atacante chegou a 15 cartões vermelhos. Todos eles pelo São Paulo. A última delas, no ano passado, em partida contra o chileno Huachipato, pela Copa Sul-Americana, rendeu pesada multa da diretoria e um gancho da Conmebol.
As expulsões de Luis Fabiano no São Paulo (Foto: Reprodução) 
Contra o Corinthians, a expulsão de Luis Fabiano foi infantil. Primeiro, aos sete da etapa final, ele levou cartão amarelo por reclamação. Algo também corriqueiro em sua carreira. Dois minutos depois, ele simulou ter levado um tapa no rosto após tentativa de agressão de Stiven Mendoza, levou o segundo amarelo e consequentemente o vermelho. O corintiano também foi expulso.

Opinião: orgulho e sangue na noite em que o São Paulo se redescobriu


Luis Fabiano São Paulo (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)
A uma hora do início do clássico, roqueiros entoavam o hino do São Paulo para arquibancadas semivazias e as pessoas se olhavam no Morumbi como se perguntassem: “estamos celebrando o quê?”. Ninguém confiava na equipe. Havia um temor de que aquele show inoportuno apenas se transformasse em razão de chacota ainda maior depois da decantada vitória do Corinthians.
Mas bastou o primeiro dos 90 minutos para que o torcedor sentisse um ardor inédito neste ano. Quando um time quer jogar, a sintonia é imediata. Sabe-se lá em qual nota musical, mas ficou claro que quem estava dentro de campo falaria, na noite daquela quarta-feira, o mesmo idioma de quem estava na arquibancada: a linguagem do orgulho.
“É hoje!”, gritou um torcedor empolgado diante da transpiração das camisas tricolores. O São Paulo suou. Sujou o calção e ajudou a limpar sua dignidade, manchada por atuações recentes vergonhosas. Deixou para trás o tom blasé de quem jogava futebol como se estivesse tomando um chá das cinco com a rainha da Inglaterra e redimiu-se contra o maior rival numa partida que deve servir de guia se a equipe tiver ambições à altura de sua tradição em 2015.
A noite em que o São Paulo se redescobriu teve em um de seus ícones a demonstração mais pura de que, sim, ali naquelas veias corre sangue. Luis Fabiano foi puro Luis Fabiano em seu fabuloso destino de caminhar na linha tênue entre o heroísmo e a vilania. No temperamento inexplicável do artilheiro, há espaço para o herói e o vilão. Eles parecem se amar.
Quanto mais Luis reclama, mais ele joga. Quando mais esbraveja, mais bolas consegue dominar. Quanto mais raiva exibe em sua expressão facial, maior a chance de fazer gols como fez ainda no primeiro tempo. Parou na esquina. Deu mole. Viu o árbitro lhe dar dois cartões amarelos na etapa final com a mesma velocidade que ele já esbanjou em tempos de juventude por aquele gramado do Morumbi. Mais um gol, mais um cartão vermelho. É o “pacote fabuloso”. Os aplausos durante sua caminhada até o vestiário são autoexplicativos. O gol foi maior.
Brilhavam os olhos tricolores ao ver o poderoso Corinthians de Tite encolhido diante de seu toque de bola. As expulsões mudaram a cara do jogo, mas o São Paulo foi melhor do primeiro ao último minuto. Engoliu o rival que já não trucida com facilidade quem atravessa seu caminho. Foi grande como ainda não havia sido em 2015, e como não se imaginava que poderia ser neste jogo.
Grande a ponto de deixar o Corinthians sem saber o que fazer. Era bola pra lá, bola pra cá, e já com 2 a 0 no placar, o torcedor gritava: “Vamos pra cima deles!”. É como se o menininho do prédio finalmente tivesse crescido e pudesse encarar o vizinho mais velho na bola, no olhar, na imposição. O menino virou homem e se portou como tal.
O São Paulo não se redescobriu à toa. Estudou o rival e viu que precisava afundar mais jogadores pelos lados do campo. Usou o 4-4-1-1 com eficiência. Em determinados momentos, tinha seus 10 jogadores de linha no campo de ataque. Mas, sobretudo, o São Paulo se redescobriu na postura. Não teve medo da partida, do favoritismo alvinegro ou do retrospecto de oito anos sem vitórias em sua casa. 
Os jogadores tiveram, sim, vontade de fazer com que cada torcedor saísse do Morumbi orgulhoso e representado, que ao se olharem no espelho enxergassem o rosto dos que estavam em campo, e que dormissem com a camisa do São Paulo sem querer acordar tão cedo.
O Corinthians ainda é melhor, mais bem preparado. É inegável. Mas o São Paulo provou a si mesmo que a grandeza não está apenas nas estrelas de sua camisa. Aqueles que a vestem também precisam ser grandes. Dessa vez foram.

Milton festeja vitória "incontestável" e ganha abraço de Aidar em coletiva


milton cruz carlos miguel aidar (Foto: Marcelo Prado)
Uma vitória incontestável, de um time que foi superior do começo ao fim. Foi dessa maneira que o técnico interino do São Paulo, Milton Cruz, analisou o triunfo tricolor sobre o Corinthians, por 2 a 0, no Morumbi, nesta quarta-feira, resultado que garantiu o time nas oitavas de final da Taça Libertadores. Para ele, o time soube dar a resposta que o torcedor esperava após a derrota para o Santos, domingo passado, que decretou a eliminação do time na semifinal do Campeonato Paulista.
– Não ganhamos por acaso. Ganhamos, convencendo,  de um time que estava invicto. O Rogério não fez uma defesa durante toda a partida. Preciso enaltecer todos os jogadores. Do Rogério ao Luis Fabiano, contando com os que entraram depois, os que ficaram no banco, todos tiveram uma vibração muito positiva. Também devemos agradecer ao torcedor, que compareceu e nos apoiou – afirmou o treinador.
A ótima atuação da equipe rendeu um cumprimento do presidente Carlos Miguel Aidar, que fez questão de acompanhar o início da coletiva realizada na sala de imprensa do Morumbi. 
– Só vim aqui para dar parabéns a você na frente deles – afirmou o dirigente, que levantou, deu um abraço em Milton Cruz e foi embora. 
A situação deixou o interino bem satisfeito.
– Acho legal o reconhecimento do presidente. Ele tem comparecido sempre aos treinamentos, está vendo o valor que a gente tem dentro do clube – ressaltou.
Desempenho do time
– Tem de dar mérito para os jogadores. A expulsão do Emerson foi correta, ele agrediu o Toloi por trás. Mesmo antes da expulsão, o São Paulo estava melhor, tomando conta do jogo. Estávamos numa noite muito boa, jogadores correndo, se ajudando. Do começo ao fim, o time foi superior.
Expulsão do Luis Fabiano, a 15ª pelo São Paulo
– Infelizmente aconteceu a expulsão. Ele nem agrediu o Mendoza. Foi coisa do jogo. Mas prefiro falar que ele fez gol e nos ajudou bastante. Foi uma jogada que nem merecia a expulsão. Vou conversar com ele.
Esquema com três volantes deu certo?
– Mudei um pouco o posicionamento dos volantes na partida. Como o Corinthians apoia pelos lados, coloquei Hudson e Michel abertos e Denilson e Souza mais centralizados. Precisava ter mais atenção pelas laterais. Acabou funcionando. Mas não sou treinador de um esquema só. Em cima do que eu tenho, vou trabalhar.
O que pode dizer do Cruzeiro
– É o atual campeão brasileiro, sempre foi um adversário difícil de enfrentar. Ontem fiz questão de assistir à partida deles. O técnico (Marcelo Oliveira) é meu amigo particular, jogamos juntos no Nacional, do Uruguai, nossas famílias têm muita convivência. São duas equipes que jogam para frente, possuem grandes peças, espero um grande duelo.
Por que o time teve um espírito diferente na partida?
– O time vem tendo esse espírito desde o jogo contra a Portuguesa. Em seguida vencemos o RB Brasil e fomos buscar a vitória sobre o Danubio depois de tomar um gol. Contra o Santos, caímos um pouco de rendimento a partir do gol que tomamos. Acho que é fruto do trabalho, da conversa, da união dos atletas, estão se juntando mais.  Ninguém é obrigado a jogar bem, mas tem de correr, lutar, buscar. 
Pato tinha chance de jogar?
– A diretoria estava tentando encontrar alguma brecha, mas a cláusula atrapalhou muito. Mas ele veio com a gente, acompanhou o jogo, participou da oração no vestiário. Ele veio aqui para nos ajudar, foi muito legal.     
Preparação antes da partida
– Procurei ver os teipes do Corinthians três vezes para ver o que poderíamos fazer. Tivemos palestra motivacional no CT e depois os próprios jogadores se reuniram. Costumo dizer que você conhece o time na hora da reza. Hoje não tinha jeito. Na oração, você já percebia que o pessoal iria dar o máximo para buscar o resultado. 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Milton Cruz relaciona 21 jogadores para o Majestoso desta quarta-feira


Souza São Paulo (Foto: Site oficial SPFC)
Logo após o treino leve realizado no gramado do CT da Barra Funda, o técnico interino do São Paulo, Milton Cruz, definiu a lista dos relacionados para a partida desta quarta-feira, contra o Corinthians, pela última rodada da fase de grupos da Taça Libertadores da América. No total, 21 atletas iniciaram concentração e três serão cortados do banco de reservas.
Em relação ao time que perdeu para o Santos e foi eliminado do Campeonato Paulista no último final de semana, são três novidades: Souza (estava suspenso no final de semana), Boschilia e Ewandro (ganharam um descanso após servirem a seleção brasileira sub-20). 
Em compensação, a comissão técnica não pode contar com quatro jogadores: Wesley (não está inscrito no torneio), Alan Kardec (cirurgia no joelho direito), Alexandre Pato (impedido de atuar por cláusula contratual) e Denis (cirurgia no ombro direito). 

Veja abaixo a lista dos relacionados

Goleiros: Rogério Ceni e Renan Ribeiro
Laterais: Reinaldo, Carlinhos e Bruno
Zagueiros: Rafael Toloi, Dória, Paulo Miranda, Lucão e Edson Silva
Volantes: Souza, Denilson, Hudson, Thiago Mendes e Rodrigo Caio
Meio-campistas: Michel Bastos, Boschilia e Paulo Henrique Ganso
Atacantes: Luis Fabiano, Centurión e Ewandro

Após polêmica entrevista, Centurión muda discurso no São Paulo


Reprodução Instagram Centurion São Paulo (Foto: Reprodução Instagram)
Um dia após dizer que está infeliz no São Paulo, o atacante Centurión voltou atrás e amenizou o discurso. Nas redes sociais, o argentino postou uma mensagem na qual agradece a convivência com elenco e mostra otimismo para o decisivo duelo desta quarta-feira, contra o Corinthians, pela última rodada da fase de classificação da Taça Libertadores da América.
– Quero agradecer ao dia a dia que me oferecem meus colegas e todos que acreditam nesse projeto. Confio até a morte nos meus companheiros. Na quarta-feira vamos dar tudo para passar às oitavas de final. Juntos somos mais. Vamos, São Paulo – afirmou o gringo.
Em entrevista a um canal de TV argentino, o atleta havia falado que sua adaptação estava sendo muito difícil porque os companheiros não entendiam seu estilo de jogo. E que ele estava sofrendo muito com o trânsito de São Paulo, indo de casa para o treino e do treino para casa.
– Estou sofrendo muito na minha estadia aqui. Faço a parede e não me entendem. Faço jogadas que não esperam e por isso perco a bola. Ainda não me entendo pessoalmente com meus companheiros. Sinto falta do Racing. Aqui é tudo novo, muito difícil. E viver aqui é complicado. Vivo em uma bolha, vou de casa para o treino todo dia. É uma cidade muito grande, com muito trânsito a qualquer hora – ressaltou.
Na noite desta terça-feira, o argentino voltou a falar sobre o assunto, por meio de outra rede social.
– Quero deixar as coisas claras: em nenhum momento disse que voltaria para o Racing. Estou muito bem no meu atual clube. Só disse que é um processo – escreveu.
As críticas feitas pelo jogador não repercutiram bem em parte do elenco, ainda mais porque o grupo está na véspera de jogo importante. Independentemente da polêmica, o argentino tem boas chances de iniciar como titular a partida desta quarta-feira, no Morumbi, às 22h.

Majestoso tem 17 mil ingressos vendidos de forma antecipada

O São Paulo vendeu 17 mil ingressos antecipadamente para o clássico contra o Corinthians, nesta quarta-feira, às 22h, no Morumbi, pela última rodada da fase de grupos da Taça Libertadores. Esse número pode significar 34 mil são-paulinos no estádio, pois o Tricolor fez uma promoção chamada "VC + 1", liberando a entrada de acompanhantes grátis em todos os setores, com exceção dos camarotes, cadeiras cativas e na torcida visitante.
O ingresso de convidado do torcedor será entregue na catraca de acesso do setor correspondente. Essa promoção também é válida para são-paulinos que adquiriram o pacote para os três jogos como mandante na fase de grupos da Libertadores.

VEJA ABAIXO O PREÇO DOS INGRESSOS

SÓCIO-TORCEDOR STANDARD (COMPRAS ONLINE)

Arquibancada amarela: R$ 40
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Cadeira amarela (setor família): R$ 60
Cadeira laranja: R$ 60
Cadeira laranja premium: R$ 60
Cadeira térrea P02: R$ 60
Cadeira térrea P04: R$ 60

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Arquibancada azul: R$ 120, meia-entrada a R$ 60 (portão 06)
Arquibancada laranja: R$ 120, meia-entrada a R$ 60 (portão 06)
Arquibancada vermelha: R$ 120, meia-entrada a R$ 60 (portão 15)
Arquibancada visitante: R$ 120, meia-entrada a R$ 60 (portão 15)
Cadeira amarela: R$ 180, meia-entrada a R$ 90 (portão 16)
Cadeira especial azul: R$ 240, meia-entrada a R$ 120 (portão 05)
Cadeira especial vermelha: R$ 240, meia-entrada a R$ 120  (portão 16)
Cadeira laranja: R$ 180, meia-entrada a R$ 90 (portão 05)
Cadeira laranja premium: R$ 180, meia-entrada a R$ 90 (portão 05)
Camarote soberano: R$ 300 (portão 05)
Cadeira cativa (somente proprietário): R$ 60 (portões 05 e 16)
Cadeira térrea P02: 180, meia-entrada a R$ 90 (portão 02)
Cadeira térrea P04: 180, meia-entrada a R$ 90 (portão 04)
Setor PNE (acompanhante): R$ 120, meia-entrada a R$ 60 (portão 17B)

POSTOS DE VENDA FÍSICOS

*Bilheterias do estádio do Morumbi
Praça Roberto Gomes Pedrosa, nº 1
De 16 a 21/04, das 10 às 17h
Dia 22 (dia do jogo), das 10 às 22h45
*Estádio do Pacaembu Praça Charles Miller s/n - São Paulo
Dias 16 a 21/04, das 10 às 17h
Dia 22, das 11 às 17h

* Ginásio do Ibirapuera - rua Manuel da Nóbrega, 1361 - São Paulo
Dias 16 a 21/04, das 10 às 17h
Dia 22, das 11 às 17h
*Estádio Anacleto Campanella  Rua Walter Tomé, 64 - São Caetano.
Dias 16 a 21/04, das 10 às 17h
Dia 22, das 11 às 17h