SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE ETERNO

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Após três expulsões e pouco futebol, Denilson projeta reação em 2012

Volante foi contratado junto ao Arsenal (ING) no meio do ano, mas não rendeu o esperado pela diretoria. Ele terminará a temporada como titular

 


Denilson, do São Paulo (Foto: Luiz Pires/VIPCOMM)Uma das contratações de peso do São Paulo para o segundo semestre, o volante Denilson deixou muito a desejar com a camisa 15 do São Paulo. Longe de mostrar o bom futebol dos tempos de Arsenal (ING), o meio-campista foi prejudicado por uma séria lesão muscular, que o afastou por quatro semanas dos gramados e ainda foi expulso três vezes, sendo dois jogos pelo Campeonato Brasileiro (Coritiba e Cruzeiro) e um pela Copa Sul-Americana (Ceará).
Com a temporada 2011 perto do final, o atleta já faz um balanço e sabe que precisa melhorar bastante no primeiro semestre do ano que vem, tempo em que ainda terá contrato com o São Paulo. Em julho, ele terá de voltar ao seu ex-time.
- No aspecto pessoal, fico muito triste por terminar a temporada dessa forma. Claro que ainda falta um jogo, há esperança pela Libertadores. Mas fico triste, por ter voltado com o pensamento de ser campeão e não ter conseguido. Mas ainda faltam seis meses, espero esfriar um pouco a cabeça, aproveitar as férias com a minha família, para voltar o mais profissional possível e conseguir as coisas ano que vem – afirmou o jogador.
Denilson não concorda com o rótulo que recebeu de “jogador violento” após as três expulsões na temporada.

Juvenal elogia Leão, critica time e ataca Corinthians e Andrés Sanches

Presidente são-paulino diz que treinador está fazendo um grande trabalho e que causa 'espanto' o risco de o Tricolor ficar fora de outra Libertadores

Juvenal Juvêncio presidente do São Paulo (Foto: Julyana Travaglia/GLOBOESPORTE.COM) O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, colocou mais lenha na fogueira da rivalidade com o Corinthians e seu mandarário, Andrés Sanches. Em entrevista à Rádio Globo, nesta quarta-feira, ao ser questionado sobre o que poderia representar a ausência do Tricolor na Libertadores de 2012, o dirigente não perdeu a oportunidade de alfinetar o Corinthians, comandado por seu maior desafeto.
– Para o São Paulo, não jogar a Libertadores não é normal. Quando era diretor, fomos sete vezes seguidas após 12 anos de ausência. Isso é algo cotidiano. Espanta quando não vamos porque somos os que mais participam. Isso não agrada a muitos, mas é a pura realidade. O Corinthians tem uma história muito ruim. Quando vão, não conseguem entrar e, quando entram, não ganham. Eles não são parâmetros para falarmos de Taça Libertadores – atacou Juvenal.
Na sequência, o mandatário tricolor foi questionado sobre o fato de Andrés ter sido nomeado como diretor de seleções da CBF. Rindo bastante, respondeu.
– Eu penso que o futuro indicará a resposta que você precisa. Eu não a tenho.
'Falha' está no elenco; Leão deve ficar
Juvenal também deu a entender que está cada vez mais perto o anúncio da permanência do técnico Emerson Leão no São Paulo. O acordo entre as partes já existe, falta apenas a palavra final do presidente, que disse que o veterano treinador tem tudo para começar 2012 tentando recolocar o Tricolor no caminho dos títulos – o último foi o do Campeonato Brasileiro de 2008.
Quando questionado sobre a permanência do treinador, Juvenal repetiu o que o diretor de futebol, Adalberto Baptista, havia dito no último domingo: o problema no São Paulo não está no treinador e sim, no perfil errado do grupo. O presidente, inclusive, esteve no CT da Barra Funda nesta quarta-feira para se reunir com o treinador e com o goleiro e capitão Rogério Ceni.
– Hoje, a análise que pode se fazer é que ele foi bem, foi razoável, não no resultado, mas sim no trabalho. Onde está a falha? No elenco, que teve uma série de técnicos e não conseguiu produzir. O resultado não foi bom porque a equipe não correspondeu. Ele foi bem. Investiguei bastante e todas as respostas que recebi foram ótimas. Ele trabalhou sério, pegou pesado com os jogadores. Por enquanto, está correspondendo. Ainda vou conversar com o Adalberto (Baptista), sentir um pouco mais as coisas e definir, mas a tendência é que ele fique – afirmou Juvenal.
Juvenal acredita que o perfil do grupo do São Paulo precisa ser modificado, principalmente porque o futebol brasileiro hoje está muito nivelado.
–  A análise precisa ser mais serena, completa e profunda. O São Paulo não foi bem, alguns atletas não produziram o que a gente esperava. Eu quero um time de guerreiros. Eles ainda vão lutar pela vaga na Libertadores mas, de qualquer maneira, não tivemos uma bela performance em 2011 – disse o dirigente.

Contra rival que costuma dar sorte, Lucas mostra fé na Libertadores

Meia são-paulino marcou um gol de placa no clássico realizado na Vila Belmiro, no primeiro turno do Campeonato Brasileiro

 

Depois de ter cumprido suspensão na derrota para o Palmeiras, no último domingo, por 1 a 0, o meia Lucas será a principal novidade do São Paulo para o duelo do próximo domingo, contra o Santos, que será disputado em Mogi Mirim. E o rival da Vila Belmiro, que atuará com o time reserva, traz boas recordações para a joia são-paulina.
No início de 2010, ele era titular do time comandado por Sérgio Baresi, que derrotou o Peixe na decisão e conquistou o título da Copa São Paulo de Juniores, no estádio do Pacaembu. E, no primeiro turno do nacional deste ano, o meia marcou um gol de placa em plena Vila Belmiro (assista ao vídeo). Vale lembrar que, na ocasião, a partida terminou empatada por 1 a 1.
- Eu sempre me lembro dos jogos que marquei gols. Espero fazer outro. Mas se eu não puder marcar, espero ajudar o São Paulo a sair com esta vitória, que será muito importante - afirmou o jogador, em entrevista ao site oficial do clube do Morumbi.
Embora reconheça que a situação da equipe é difícil, já que o time necessita de uma combinação de resultados para se garantir na Taça Libertadores da América de 2012, o garoto bota fé, mas deixa claro: para que o time possa torcer nos outros jogos, é preciso primeiro fazer a sua parte.
- Sabemos que é difícil, mas não podemos baixar a cabeça, desanimar. Temos de fazer o nosso papel e torcer por uma combinação de resultados. É difícil, mas não impossível. São três clássicos também, onde podem acontecer os resultados que a gente espera. Os rivais não vão querer deixar os outros vencerem. Em clássicos, as equipes sempre dão um pique a mais – ressaltou.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Tabela Sul Americana 2011


Ceará 2 x 1 São Paulo
Quarta-Feira, 10/08 - 19h30

 
São Paulo 3 0 Ceará
Quarta-feira, 24/08 - 21h50

OITAVAS DE FINAL

São Paulo 1 x 0 Libertad 
Quarta-Feira, 19/10 - 21h50

Libertad  x São Paulo
Quarta-Feira, 26/10 - 21h50


domingo, 4 de setembro de 2011

Fabuloso exclusivo: 'Não sou bichado e vão engolir o que falaram de mim'

A fisionomia continua a mesma. Cabelo curto e batido dos lados. O jeito brincalhão, boa praça, também. Quando a reportagem do GLOBOESPORTE.COM chega ao CT da Barra Funda para conversar com Luis Fabiano, ele aparece com largo sorriso. Antes de a câmera ser ligada, há tempo até para uma brincadeira com a assessoria de imprensa do São Paulo. Só que, quando a entrevista começa para valer, a situação muda de figura. Assista ao vídeo ao lado!
Ao longo de 45 minutos de papo, percebe-se claramente o carrossel de sensações que toma conta do camisa 9 do Tricolor há 175 dias, desde que sua contratação foi anunciada por € 7,6 milhões (R$ 17,5 milhões). A alegria da chegada ao aeroporto, a surpresa e a emoção de ver a festa no Morumbi tomado por 45 mil pessoas em um dia que não havia jogo, a ansiedade de ter o nome relacionado para enfrentar o Avaí, a tristeza de ser cortado por causa da fibrose, o desânimo de ter de ser operado para sanar o problema e o desespero em saber que, após ter um problema de cicatrização, necessitaria de uma nova cirurgia.
Mas o atacante de 30 anos não desiste. Mantém o foco no tratamento e está prestes a iniciar a última etapa da recuperação para sua volta aos gramados, que deverá ocorrer entre a segunda quinzena de setembro e o começo de outubro. Nesta entrevista, o Fabuloso abriu o jogo: falou da dura rotina da fisioterapia, de como foi revoltante ouvir os comentários de que estaria bichado, que sonha reestrear no clássico contra o Corinthians, no dia 21 de setembro. E mais: que acha possível encerrar sua carreira como maior artilheiro da história do clube.
- Ultrapassar o Serginho Chulapa não será uma meta fácil, mas é possível. Seria maravilhoso poder marcar o nome na história do São Paulo pelos títulos conquistados e por ter me tornado o maior goleador de todos os tempos. Até porque seria um marca difícil de ser batida - afirmou o Fabuloso, entre muitas outras coisas. Confira abaixo:

MONTAGEM - Luis Fabiano São Paulo entrevista (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com) Preocupado, sorridente, esperançoso: Luis quer voltar a jogar
 
Você foi contratado no dia 11 de março, apresentado 18 dias depois e até agora não estreou. O que passa pela sua cabeça após quase seis meses?
Luis Fabiano: Não é fácil. Eu não esperava. A festa na minha apresentação foi um momento histórico, nunca tinha visto nada parecido no Brasil. Daí para frente, não esperava passar por tantas dificuldades. Mas acho que são coisas pelas quais eu tinha de passar. Na minha carreira, nunca havia ficado mais que dois meses machucado. Agora é ter paciência. Não existe momento certo para machucar. Mas pelo menos tudo isso está ocorrendo no clube que sempre sonhei voltar e isso, sem dúvida, me dá mais motivação para superar tudo que está acontecendo. Estar no São Paulo é o que faz trabalhar ainda mais.
Como está sendo lidar com todo esse processo?
Esperava jogar contra o Avaí (dia 4 de maio, pela Copa do Brasil). Em dois dias, fui da alegria de treinar e ser convocado (pelo técnico do São Paulo) para a tristeza de saber que não jogaria por causa da fibrose e que teria de operar. Aí, você para, pensa e busca forças na família e nos amigos. Todo esse período fora tem me ensinado muitas coisas. Está servindo para eu crescer. Tem sido uma lição de vida.

Fale sobre a sua rotina de tratamento...
Machucar é difícil por isso. Você precisa ter muita cabeça para enfrentar tudo o que os fisioterapeutas pedem para a gente fazer. São muitos exercícios e pior, é muita repetição. Para piorar, é tudo dentro de um ambiente fechado, onde todo jogador odeia ficar. E você não tem folga. É sábado, domingo... Teve dia em que cheguei aqui às oito horas da manhã e fui embora às seis, sete da noite.
Você se assustou com tudo que aconteceu?
Assustar, não assustou. Mas não esperava. Sinceramente, como todos, achava que, tirando a fibrose, tudo estaria resolvido. É claro que, após uma cirurgia, teria de fazer fortalecimento, mas não esperava outro problema (falta de cicatrização). A cicatriz é grande porque a fibrose era grande. Além do que, na segunda operação, foi preciso tirar um músculo, juntar outros dois e costurar. Eu sei de tudo que aconteceu, os médicos me explicaram.

luis fabiano são Paulo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Jogador conversa com os repórteres Marcelo Prado e Sergio Gandolphi. Entrevista foi realizada no CT da Barra Funda durante uma pausa do tratamento realizado no Reffis 
 
Na sua outra passagem pelo São Paulo, você marcava muitos gols, mas tinha um gênio explosivo e até causou alguns incidentes. Como está fazendo para se controlar agora diante de tantas adversidades?
Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Os erros que cometi naquela passagem foram dentro de campo. Fora, sou completamente diferente. Em 2003, tinha 21 anos, não pensava em nada antes de fazer. Agora já rodei bastante, sou pai e você aprende. Passa a pensar antes de fazer. O momento agora é completamente diferente.
Em algum momento perdeu a cabeça?
Posso te dizer que em vários momentos fiquei bravo, mal-humorado, reclamei muito. Mas durava um minuto (risos). Essa rotina é desgastante, mas é necessária, eu preciso passar por isso para voltar. Nos momentos em que ficava deprimido, várias pessoas apareciam para me dar força e superar.
Em todo esse período como tem sido o contato com os demais jogadores?
Posso dizer que, desde o meu primeiro dia aqui, fui muito bem recebido por todos. Eles passam pelo Reffis, cumprimentam, brincam. Isso é importante, dá muita força. Até porque também existe a expectativa deles de quando poderei estar em campo para trabalhar no dia a dia e ajudá-los em campo.

MONTAGEM - Luis Fabiano são Paulo tratamento (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Atacante chegou a fazer 12 horas de fisioterapia em alguns períodos 

Você terá custado ao São Paulo R$ 17,5 milhões ao final de quatro anos. Deste valor, 40% já foi quitado e até agora você não entrou em campo? De alguma maneira você se sente em débito por isso?
Sinceramente, não! Se estou aqui, é porque tive uma grande parcela de contribuição. Todo mundo está vendo tudo que estou fazendo para jogar. Não me sinto pressionado por ninguém da diretoria e nem do departamento médico. Todos me dão apoio integral. Não tenho nenhuma dúvida. O futebol é assim, são coisas que você não espera, mas que precisa enfrentar. Esperava ser apresentado e jogar após três ou quatro semanas. Esse era o prazo inicial.
Como está sendo viver como torcedor?
Não é fácil. É um sofrimento constante ficar fora, ainda mais eu sou que sou um cara que tinha de estar lá dentro para ajudar. Quando perde, sou como o torcedor, fico p.. da vida, frustrado.
Você veio para trabalhar com o Carpegiani e, do lado de fora, o viu ser demitido. Como foi esse processo?
É difícil um treinador perder duas ou três partidas e seguir no comando. Vários já caíram. Lamento muito porque tinha vontade de jogar com o Carpegiani. Mas são coisas do futebol, perder clássico (referindo-se a derrota de 5 a 0 para o Corinthians) complica demais, gera desconfiança. Está sendo assim com o Tite no Corinthians. No futebol brasileiro, isso é normal.


luis fabiano são Paulo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Recentemente, o presidente do Corinthians, Andrés Sanches, disse que o Adriano (atacante que também se recupera de lesão) voltará antes que você? Como encara isso?
Eu não ouvi da boca dele, mas escutei os comentários. Se isso vai acontecer, só Deus sabe. É a opinião dele.
Durante os incidentes enfrentados durante a recuperação, certamente você deve ter escutado comentários de pessoas que questionaram o seu estado físico, dizendo que você teria vindo bichado para o São Paulo.
Eu tenho certeza de que vou voltar a jogar. Não vim bichado e muita gente vai engolir o que falou. É lamentável alguém dizer isso porque não estão falando só de um jogador e sim, de um ser humano. Joguei três anos sem férias por causa da Seleção Brasileira, o Sevilla (ESP) não queria me vender porque acreditava que eu voltaria antes do fim da temporada passada, em maio. O que aconteceu pode acontecer com qualquer um no futebol. Mas não adianta ficar falando, na hora certa eu vou dar a resposta em campo.
Na sua primeira passagem pelo São Paulo, você teve o Kaká como seu grande parceiro. Hoje, o Lucas é a grande revelação e percebe-se que existe um entrosamento muito grande com você. É possível comparar os dois?
No talento, sem dúvida. O Lucas chama a atenção, é diferenciado e, sem dúvida nenhuma, vai se tornar um grande jogador. Mas ele o Kaká têm estilos completamente diferentes. O Kaká é mais alto, mais forte e atua de maneira mais centralizada. Os dois são rápidos, mas o Lucas atua mais pelas pontas.
Quando você volta?
Eu só posso dizer que está perto. Essa é a confiança que tenho. Eu pergunto todos os dias para os fisioterapeutas quando vou voltar. Por mim, já estaria no campo, afinal não sou médico e não tenho mais dor. Mas sei que preciso fazer fortalecimento e equilibrar a musculatura. Ninguém mais quer que esse dia chegue do que eu.
A sua volta está próxima, isso é fato. E claro, surge a pergunta: quem vai sair do time?
Isso é com o treinador. Mas eu não quero jogar por nome, quero jogar porque tenho condições. Estou aqui para tentar fazer o meu melhor e mostrar que posso estar em campo. E, se for preciso, estou disposto a lutar pelo meu lugar. Aqui é um grupo e o São Paulo precisa de todos.

O torcedor do São Paulo olha para a tabela, olha para o dia 21 de setembro e vê o clássico contra o Corinthians no Morumbi. Dá para sonhar com o Luis Fabiano em campo?
Eu também vejo a tabela e olho para o dia 21 de setembro. Sonhar não custa nada, não paga nada. Sei que a realidade é diferente, mas eu sonho poder jogar esse jogo. Seria especial porque jogar e ganhar esse clássico tem um gostinho a mais.
Quais são os seus planos no São Paulo?
É claro que o primeiro é jogar e isso estou bem perto. Depois, quero brigar pelo Campeonato Brasileiro, o que vai nos levar para a Libertadores no ano que vem, que é um grande objetivo que tenho. É por isso que voltei e é por isso que luto todos os dias. O que o torcedor fez na minha festa foi especial, não esperava nem a recepção que aconteceu no aeroporto. Com tudo isso, sei que a minha responsabilidade aumenta. Todos querem ver o Luis Fabiano do passado. Hoje, sou outro jogador, mas estou pronto para ajudar.
Hoje você é o 12º maior artilheiro da história do São Paulo, com 118 gols (em 160 jogos). Para alcançar o Serginho Chulapa, que é o primeiro e tem 242, faltam 124. Acha isso possível?
É uma meta complicada, mas é possível. Em três anos e pouco, terei de marcar mais ou menos 40 gols por temporada. No meu melhor ano no São Paulo, fiz 45. Não é fácil, mas é algo motivante. Pelo carinho que tenho pelo clube, seria legal marcar o nome na história por títulos e por ser o maior artilheiro da história. E acho que, se isso ocorrer, ninguém vai me alcançar. Até porque, quem surge hoje e destaca, logo vai para a Europa. Ficaria para o resto da vida.
Você pensa na Copa de 2014?
Pensar, eu penso. Enquanto eu jogar, acho que tenho condições de estar na Seleção. Seleção é o tipo da coisa que nunca pode sair da sua cabeça. Mas ainda tenho muitas etapas para percorrer antes de pensar nisso.
Passado mais de um ano, você já conseguiu entender o que aconteceu na Copa do Mundo de 2010?
Não entendo, não aceito e ainda dói demais. Não tem explicação. Ninguém consegue entender como fizemos um brilhante primeiro tempo contra a Holanda e uma segunda etapa horrível. Em Copa do Mundo você não pode errar. Quando isso acontece, ainda mais diante de um adversário como a Holanda, você perde (o Brasil perdeu por 2 a 1 e foi eliminado nas quartas de final). Depois, com um homem a menos (Felipe Mello foi expulso) e todo o nervosismo, ficou difícil reagir. E o Dunga acabou crucificado, o que achei um absurdo.

luis fabiano são Paulo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com) 
 Luis não vê a hora de matar a saudade da bola dentro dos campos 
 
Como viu a seleção na Copa América?
Como torcedor, fiquei triste de não ver o time na final. Futebol é isso aí. Todos pediram a renovação, ela foi feita e, como não ganhou, não serve mais.
O que você pode falar do Neymar, que hoje é o melhor jogador do futebol brasileiro?
É uma das maiores revelações que já surgiram no Brasil. Ele não está apenas jogando bem, o moleque é bom mesmo. Espero poder enfrentá-lo na última rodada do Campeonato Brasileiro (jogo marcado para o Morumbi no dia 4 de dezembro).
O futebol brasileiro vive um grande momento. Grandes craques estão voltando e o resultado é que o Campeonato Brasileiro está sendo muito disputado. Como vê isso?
Estou achando muito legal. Gosto de enfrentar grandes jogadores, isso valoriza o campeonato. Acho que voltei no momento perfeito. O campeonato tá legal, disputado, logo estarei pronto para enfrentar Neymar, Ronaldinho e outros. Hoje, todo mundo lá fora observa o Campeonato Brasileiro de uma maneira totalmente diferente.
Para fechar, deixe uma mensagem para o torcedor são-paulino.
Quero agradecer o apoio que estou recebendo desde que cheguei. Onde vou, só escuto palavras de incentivo. Estou lutando muito para voltar e logo logo o Luis Fabiano estará de volta para dar muitas alegrias ao torcedor do São Paulo.

Apresentação Luis Fabiano (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Atacante espera logo poder retribuir a incrível festa feita pela torcida no dia de sua apresentação, no estádio do Morumbi.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Buscando moral com chefe, Marlos e Fernandinho sonham com chance

Muito elogiados por Carpegiani, ambos perderam espaço com Adilson. Dupla luta pela vaga de Lucas, que está na Seleção e não pega o Ceará


Fernandinho e Marlos São Paulo (Foto: Montagem sobre foto da VIPCOMM) Sem poder contar com a joia Lucas, que está na Seleção Brasileira para um amistoso contra a Alemanha, em Stuttgart, nesta quarta-feira, o técnico Adilson Batista tem como alternativas para a partida no mesmo dia, contra o Ceará, pela Copa Sul-Americana, dois atletas que tinham muita moral com Paulo César Carpegiani, mas que perderam espaço com a mudança do comando: Fernandinho e Marlos. Com estilos diferentes de jogo, ambos se dizem prontos para agarrar a oportunidade se ela vier neste meio de semana.
Fernandinho, mais agudo e ótima opção de jogo pelas pontas, diz que a perda da titularidade com o novo chefe teve o seu ponto positivo: ele conseguiu recuperar a forma física. O jogador, que sofreu uma fratura na fíbula da perna direita em abril, tem feito muito fortalecimento muscular no local e hoje se diz 100% em forma para recuperar seu espaço.
- Essa pausa na equipe foi importante. A lesão que tive deixou a perna fraca e até hoje preciso fazer fortalecimento para evitar novas lesões. Pude trabalhar forte e agora estou pronto. Me sinto inteiro para o momento em que o Adilson precisar - afirmou Fernandinho.
- Eu sei que é difícil entrar agora, já que o Lucas e o Dagoberto estão muito bem na frente. Por isso, quando aparece a possibilidade de ter uma chance, não posso desperdiçar – emendou o atacante, que disputou 26 dos 43 jogos da equipe na temporada 2011.
Marlos era um dos xodós de Carpegiani. Com boa visão de jogo e habilidade para o drible curto, ele já formou dupla de ataque com Dagoberto durante a temporada e tem a seu favor o fato de ter feito um dos gols da vitória por 2 a 0 sobre o Ceará, pelo Campeonato Brasileiro, no estádio Presidente Vargas, o mesmo da partida desta quarta-feira, pelo torneio sul-americano.

Adilson Batista comanda o treino do São Paulo (Foto: Luiz Pires / Vipcomm) O camisa 11 deixa transparecer que ficou incomodado com o fato de ter perdido espaço, mas se diz com a cabeça no lugar para correr atrás de uma nova oportunidade.
-  Estou esperando uma chance. Vinha bem nos jogos, marcando gols e dando conta do recado, mas perdi espaço. Agora é reconquistar para entrar e não sair mais. O Rogério sempre conversa muito comigo, fala para eu não desanimar e seguir trabalhando porque uma hora eu vou entrar – ressaltou o meia, que atuou em 35 jogos do time na atual temporada.
A decisão sairá após o treino desta tarde, que será realizado em Fortaleza, em local ainda indefinido pela comissão técnica.

No 23º torneio sul-americano, Ceni minimiza proximidade dos mil jogos



Goleiro é o recordista no clube e pede inteligência para que o time possa rapidamente assimilar o regulamento da competição, que começa quarta


Rogério Ceni no treino do São Paulo (Foto: Luiz Pires / VIPCOMM) Torneios sul-americanos e o goleiro Rogério Ceni têm tudo a ver. Com dois títulos da Taça Libertadores da América (1993 e 2005) e uma Copa Conmebol (1994), o camisa 1 do Morumbi é um dos mais animados com a disputa da Copa Sul-Americana, que para o Tricolor terá início nesta quarta-feira, com a partida contra o Ceará, no estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, a partir das 19h30m.
Na história do clube, ninguém disputou mais edições de torneios no continente que o camisa 1. A Sul-Americana de 2011 será a 23ª competição. Se forem levadas em consideração as competições em que ele foi inscrito e não jogou, o número sobe para 34. Na sequência, quem mais chega perto é o também goleiro Zetti, com 13 participações. Veja no quadro abaixo os maiores participantes de torneios da América do Sul na história do clube.
Ciente da dificuldade, o goleiro pede uma mudança de comportamento em relação ao que o time vem apresentando no Campeonato Brasileiro.
- Em torneios de pontos corridos, você perde uma partida aqui, outra na sequência, mas tem tempo para recuperar, já que o torneio é longo e permite tropeços. Na Sul-Americana, não é assim. Uma noite infeliz, uma chance de gol perdida, um gol tomado, tudo isso acaba com o sonho de uma classificação - disse Ceni.
- Por isso, desde o jogo contra o Ceará será preciso atuar com inteligência e buscar as classificações. Mais do que nunca, o time precisa jogar sério o tempo todo – emendou o goleiro.
Com 992 partidas disputadas na carreira, o capitão são-paulino se aproxima de mais uma marca incrível na sua carreira: a de mil jogos. Se tudo ocorrer como previsto, o feito será alcançado no dia 4 de setembro, contra o Figueirense, em Santa Catarina. O goleiro, no entanto, deixa a conquista de lado e prioriza novos títulos daqui até o fim do seu contrato, marcado para o dia 31 de dezembro do ano que vem.
- Quando você fala mil jogos, é uma coisa que impressiona, mas se você pensar, não é algo de outro mundo, afinal estou jogando futebol há 21 anos. Os 100 gols que fiz são muito mais expressivos, já que foi uma marca que lutei, treinei, batalhei para conquistar. A marca dos 1000 jogos vai chegar e acredito até que deve chegar no 1050, 1100. O que me importa daqui para frente não é o número de jogos que vou disputar, e sim o número de títulos que vou conquistar. Isso é o que ficará marcado – concluiu.